saudade da rua

Hoje a tarde saí de casa e peguei um ônibus para o centro, fui encontrar a nossa produtora Tati no Conic. Sentei no ônibus e comecei a ler um livro sobre teatro de rua do Licko Turle e Jussara Trindade, o qual havia comprado no lançamento quando estávamos participando da mostra em São Paulo. Abri o livro na introdução onde os autores escreveram sobre a história do teatro, que começou na rua, o por quê de se terem criados salas para espetáculo e a relação do teatro de rua com a sociedade hoje. Logo o ônibus chegou ao Conic, desci e tinha uma estátua viva brincando com umas meninas que estavam panfletando ali.  Uma mulher que desceu do ônibus comigo disse: “eu que num chego perto desses caras, já pensou se ele ficar mexendo comigo? Cruz credo!” Eu só ri e continuei andando.

Logo ouvi uma batida de zabumba num ritmo de baião bem acelerado, quando cheguei mais perto era um grupo de forró. Quatro senhores tocando e cantando muito empolgados e uma senhora com CDs na mão vendendo. Parei para assistir um pouco, pois havia tempo, e logo apareceram dois policiais militares, na mesma hora baixou um clima de tensão entre os músicos, deu pra sentir claramente, todos eles abaixaram a cabeça, menos o sanfoneiro que continuou sorrindo para os policiais, que retribuiram o sorriso. Daí o sanfoneiro não se conteve e sorriu ainda mais e todos eles continuaram tocando ainda mais empolgados.

Na mesma hora me vieram várias reflexões sobre a rua, de como esse espaço é cheio de possibilidades e de surpresas, e ao mesmo tempo é o espaço mais democrático que consigo imaginar, mas o que mais me deu foi uma saudade de apresentar nas ruas.

É isso.

Nos vemos,

Gabriel

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2 respostas para saudade da rua

  1. Cesário Augusto disse:

    Queridos e queridas correligionários (as) do Esquadrão da Vida, continuem firmes. Sua página me mostra, para mim aqui meio longe, a coragem vital para mudanças com a arte. Tocam fundo as fotos de algures. Se encontrar uma matéria linda que tenho sobre o Esquadrão, passo para vocês. Minha família, de Mama ao sobrinho mais novo, contando com este cara aqui, é fã, assiste às apresentações na quadra e ora em vez me pergunta, já comentando “quando aquele grupo jóia vai passar de novo cantando e chamando de manhã? A gente e os meninos gostam é desse teatro…!”. Abrabeijos e contem comigo.

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