Organizar e reorganizar, pensar e repensar.

Foto de Luiz Clementino

Foto de Luiz Clementino

Um dos assuntos que tem permeado bastante nossas discussões aqui no Esquadrão é a falta que estamos sentindo de nos apresentar. Eu mesmo estive um tanto agoniado com isso, estive assistindo a essa penca de tragédias que tem acontecido no mundo todo, e o pior,  tragédias ambientais que nós mesmos estamos provocando. Tudo isso que está acontecendo tem me  provocado uma vontade imensa de ir pra rua, falar sobre isso me apresentando. É um estímulo muito forte, acredito que um dos mais importantes para o EV: essa inquietação, esse inconformismo.

E olha, é incrível, em janeiro não tem quase nada de teatro acontecendo na cidade! E não é de agora, há tempos tenho reparado nisso. Mais uma razão pra querer fazer espetáculo. Mas ao mesmo tempo fico tranquilo porque o Esquadrão está num momento de reorganização, reorganização do trabalho como um todo, precisamos disso pra podermos voltar com nossos espetáculos.

Tô aqui pensando que acho que fiquei viciado em me apresentar, já é normal estar com um espetáculo com o Esquadrão todo final de semana, fazer temporada de 40 apresentações, daí esse vício maravilhoso.  Antes do EV eu fazia um, outro espetáculo, sempre ficando em cartaz 2, 3 finais de semana e pronto. É normal acontecer isso em Brasília, você fica meses preparando um espetáculo, trabalhando pra caramba pra fazer uma temporada de 4 dias. Assim como é normal também atores terem vários grupos de teatro, trabalhar em outra coisa o dia inteiro e fazer teatro nas horas vagas, duas vezes por semana, ensaiando 3 horas e pronto. Acho essas coisas tão impressionantes, como dar conta de vários grupos??? Um já é tão complexo… Como fazer espetáculos de qualidade com tão pouco tempo de dedicação? Enfim, cada um com seu cada qual. Mas que eu fico achando estranho, fico.

Dentro em breve nos veremos nas ruas desse mundao!

Vinícius Santana

Vinícius Santana, a Lua de Cooch Behar. Foto de Luiz Clementino.

Vinícius Santana, a Lua de Cooch Behar. Foto de Luiz Clementino.

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