O FILHOTE DO FILHOTE DE ELEFANTE na SQN 403/404

O Filhote do Filhote de Elefante

Gabriel Preusse, o filhote de elefante e Maíra Oliveira, a bananeira.

Oi, gente!

Tudo bem?

Voltamos do Acre cheios de vontade de mostrar a nova montagem de O FILHOTE DO FILHOTE DE ELEFANTE em Brasília. Resultado: nos apresentaremos neste domingo, dia 05 de fevereiro de 2012, às 17h, lá na SQN 403/404. Na verdade, não é uma bem na entrequadra, mas é que a gente vai  ‘armar nossa barraca’ na quadra de esportes bem na entrada das duas quadras. Vai ser facinho facinho de nos encontrar!

Apareçam, porque a entrada nunca foi tão franca. E como dizemos sempre, não é só a entrada que é franca, os atores são franquérrimos também! Ah! E quem quiser, dá uma olhada no depoimento da Maíra, diretora do grupo, aí embaixo, porque você vai entender um monte de coisa sobre a apresentação!

Um beijo grande!


No dia 13 de dezembro de 2011, quebrei meu pé em um ensaio do Esquadrão da Vida. Foi um movimento acrobático simples, mas mesmo assim meu pé não agüentou e o resultado foi dois meses sem colocar o pé direito no chão. Ainda estou em tratamento, na verdade. O acontecimento gerou muitos questionamentos a respeito do trabalho, da história do grupo, do envolvimento que eu tenho, inevitavelmente, com o trabalho criado por meu pai, Ary Pára-Raios. Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo e com o grupo, pois tínhamos apresentações marcadas e uma viagem pela frente. Em janeiro de 2012, iríamos participar do VI FESTAC – Festival de Teatro do Acre, em Rio Branco. Quebrar o pé, naquele momento tão delicado, quando substituíamos duas atrizes, quando o grupo se questionava  sobre os rumos que estava seguindo, parecia uma brincadeira de mau gosto do destino. Afinal de contas, o ano de 2011 vinha sendo um ano difícil, as relações do grupo estavam desgastadas por uma série de razões, estávamos ensaiando em um lugar inadequado, não havíamos conseguido ‘emplacar’ nenhum projeto nosso, o grupo faria 32 anos em 31 de dezembro de 2011 e ainda assim não tinha o reconhecimento financeiro merecido.  Além do mais, não apresentávamos nosso O FILHOTE DO FILHOTE DE ELEFANTE desde o final de 2010, o que nos deixava um pouco inseguros quanto à encenação. Enfim, era um momento de fragilidade, que aumentou com a fratura no meu pé.

O bom disso tudo (e o lado bom das coisas acaba sempre aparecendo), é que essa mesma fratura gerou muitas outras possibilidades também. Quando estava esperando para colocar o gesso no hospital, cogitei, por um breve momento, desistir de fazer o espetáculo e de continuar. Só que essa possibilidade foi tão triste para mim que percebi que o melhor era seguir em frente, com o pé quebrado, mas com a certeza de que resolveríamos tudo. O apoio incondicional do grupo foi importantíssimo e, no mesmo dia, liguei para João Antonio, ator, amigo de longa data e assistente de direção da nova montagem, e conversei com ele sobre a minha vontade de fazer o espetáculo. Sabia que seria um grande desafio e falei sobre a necessidade, que agora era maior, de sua ajuda para dirigir o espetáculo comigo, já que eu achava que um olhar de fora seria essencial naquele momento (na verdade, eu já vinha sentindo essa necessidade de ter alguém para me ajudar há um bom tempo). A partir da resolução de que faria o espetáculo, tudo mudou. Fomos tomados pela chance de nos reinventar, nos adaptar às circunstâncias, fossem elas quais fossem. No dia seguinte, já estávamos ensaiando e, no mesmo dia seguinte, já percebemos como aquilo estava sendo bom para nós. Tudo isso fez com que percebêssemos, também, que a história do Esquadrão da Vida e seu modus operandis mostravam que não devíamos nos preocupar tanto. Essa mesma história era a garantia de que a continuidade do espetáculo e sua encenação fossem ainda mais instigantes e gostosas, pelo menos para nós. O pé quebrado permitiu que a brincadeira aumentasse, que nos divertíssemos mais em cena e que o desafio que o destino nos impunha fosse rapidamente ultrapassado, fazendo com que encontrássemos novos desafios.

Assim, viajamos para Rio Branco no dia 13 de janeiro, lá nos apresentamos e afirmamos ainda mais nossa história, iniciada há 32 anos atrás. Aliás, este foi um dos comentários mais presentes do público acriano: como nossa história estava presente na forma como nos apresentamos. E como essa forma era diferente. E como todos se esqueciam, durante a apresentação, de que meu pé estava quebrado. Isso foi uma conquista muito grande para o grupo. Quando voltamos para Brasília, na semana passada, não conseguimos deixar de pensar que não podíamos, novamente, ser dominados pelas circunstâncias não favoráveis, já que nossos problemas, anteriores à fratura do meu pé, ainda estão aí.  Decidimos então, nos apresentar com O FILHOTE DO FILHOTE DE ELEFANTE em uma super quadra, super legal, como é nosso costume. Queríamos compartilhar com o público daqui de Brasília essa conquista.

E, para mim, essa foi a melhor forma de fazer um release para que a divulgação do nosso espetáculo neste domingo, dia 05 de fevereiro, tivesse mais força: com um depoimento extremamente pessoal, que mostrasse a nossa vontade e nossa alegria de poder se apresentar em Brasília. Com a esperança, sempre renovada, de que essa apresentação se imponha como uma nova conquista: um ano que nos renda mais trabalho e bons frutos!

 Maíra Oliveira

O Filhote do Filhote de Elefante em Rio Branco, no VI FESTAC.

Apresentação de O Filhote do Filhote de Elefante em Rio Branco, no VI FESTAC.

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10 respostas para O FILHOTE DO FILHOTE DE ELEFANTE na SQN 403/404

  1. S.eda disse:

    Eu vou!

  2. Anamaria Muhlenberg disse:

    Gente , vai ser dia 5 de FEVEREIRO, né?

    Bjs
    Anamaria

  3. Elda Evelina disse:

    Estou aqui por indicação do filho de uma amiga, e também amigo e artista que muito admiro. Valeu Gabriel. Achei bem interessante a história do grupo e o depoimento da Maíra. Mostra bem que a criatividade não tem limites e que o nosso corpo responde aos movimentos da nossa alma … desde que respeitemos alguns limites, é verdade … Desejo muito sucesso e me esforçarei bastante para estar lá … também com as netas. Abraços fraternos.

  4. Lina Aguiar disse:

    Olá,
    Me tornei amiga (já me considero amiga) da Tiana durante o processo seletivo pra Bali e através dela ouvi falar do Esquadrão – fiquei super interessada em conhecer um trabalho tão interessante. Ela postou no FB sobre a apresentação de domingo na asa norte (na verdade achei que era hoje).
    Vou levar meus pequenos pra conhecer o Esquadrão.
    Abraços,
    Lina

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