Ocupações

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Mais um texto. Mais uma reflexão. Maíra Oliveira fala sobre a temporada no Conic com o “Quando o Coração Transborda”, que fala muito sobre a história do Esquadrão da Vida. Tentem ir!

 

Lá vai:

“Pensando aqui com meus botões, há dias venho tentando descobrir como divulgar melhor meu espetáculo. Na verdade, talvez não seja exatamente isso que eu esteja pensando, mas no por quê de estar indo tão pouca gente nessa temporada do “Quando o coração transborda”, que estreei no ano passado. Não falo isso com pesar, porque as apresentações estão sendo intensas e fortes, independente do número de pessoas na plateia. E isso sempre foi uma coisa importante e essencial pra mim: estar inteira no palco, seja ele na rua, no teatro ou em uma casinha de sapê, com muita gente me assistindo ou com pouca gente me assistindo. E se tem muita gente, fico feliz. E se tem só uma pessoa, fico feliz. É claro que uma plateia cheia dá gosto de ver, o que não quer dizer que o espetáculo será melhor. Porque já fiz alguns espetáculos memoráveis para pouquíssimas pessoas. Às vezes, com apenas quatro pessoas na plateia, em total conexão com o que está sendo encenado, eu e eles, cúmplices de um momento que nunca mais se repetirá (que linda a magia êfemera do teatro!) é como se fosse uma benção, porque saio certa de que toquei e saí tocada, com momentos que guardarei com amor para o resto da minha vida. Talvez o comecinho da tal mudança no mundo, tão almejada por nós.

Bom, mas o que me traz a essa reflexão de agora, é a vontade de despertar o interesse nas pessoas em assistir a minha peça e, de quebra, ajudar na Ocupação Conchita, do Movimento Dulcina Vive, lá no Conic. Por quê? Vários grupos de teatro de Brasília vem ocupando, desde março de 2016, a Sala Conchita de Moraes, que fica no Teatro Dulcina. A ocupação foi iniciada pela Cia Burlesca, que em um esforço lindo, agregou alguns grupos de teatro para ocupar a sala até o fim do ano, com peças de teatro infantis e para o público adulto. Coisa rara em nossa cidade, que tem vários espaços culturais (incluindo o Teatro Nacional) fechados e sucateados. Uma tristeza! Além disso, o Conic, que sempre fez parte da minha vida e do Esquadrão (tem até uma praça que se chama Ary Pára-Raios) é um espaço plural, cheio de curiosidades e onde temos sempre a possibilidade de conviver com as diferenças, o que acho uma coisa maravilhosa e transformadora. É um local onde podemos entender melhor Brasília e, assim, ajudá-la a ser uma cidade mais humana, mais acolhedora. O Conic fica no SDS – Setor de Diversões Sul – nada mais emblemático do que nome do local para fazer essa ocupação que estamos fazendo.

Dulcina de Moraes, pra quem não sabe, foi uma grande atriz brasileira, que teve coragem e garra para criar a Faculdade de Teatro Dulcina de Moraes, em 1982, aqui em Brasília. Vale lembrar que o curso de Artes Cênicas da Universidade de Brasília só foi criado em 1989! Ou seja, o Teatro Dulcina é pura vanguarda!

Hoje entrei no Facebook e me deparei com textos sobre o “Quando o coração transborda” e com a divulgação espontânea da peça, feitos por pessoas que viram meu espetáculo. Palavras tão incríveis e carinhosas, tão emocionadas e sinceras, que resolvi que tinha, mais uma vez, que escrever sobre o “Quando o coração transborda” e convidar a todos, mais uma vez, para me assistir. Tem sido uma experiência muito forte estar em cena com este espetáculo. Muito mesmo. Minha vontade é que todos os que conheço me assistam, porque sei que nos fortaleceremos a partir desse encontro. Tenho certeza.

E também fiquei pensando em como sou abençoada por ter isso em minha vida e estar junto de pessoas que acreditam em mudanças e, mais ainda, que querem mudar. Não é fácil participar de coletivos. Não é fácil resistir. Não é fácil ocupar. E isso tem sido tão necessário!

Neste fim de semana, dias 18 e 19, e no próximo, 25 e 26 (sábados e domingos), continuo na Ocupação Conchita, ainda sem saber quando me apresentarei de novo depois dessa temporada. Sempre às 20h.

Terça, dia 21, tem o Coletivo do Quadrado, lá no Sesc Garagem, na 913 Sul. Se você nunca ouviu falar Do Quadrado, se já ouviu e nunca foi, vá. É um coletivo de artistas inspirados, que se juntam para celebrar e espalhar muita coisa linda que é feita no DF. Vou me apresentar lá, nessa terça, em uma Roda de Autoras. Artistas mulheres  da cidade, fazendo acontecer em um encontro cheio de beleza. Começa às 19h30.

E no dia 23, quinta, estarei em Goiânia, me apresentando com o “Quando o coração transborda” pela primeira vez fora do DF. É uma alegria e um transbordamento intraduzíveis.

“Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiar!”

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http://sescgo.com.br/pt-br/site.php?secao=cultura&pub=5998&area=cultura

 

 

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