“E o coração transborda pelo Brasil” começa!

 

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Dessa vez não teve como. Talvez por falta de tempo, talvez por falta de inspiração, talvez por falta de vontade. Não sei. Sei que corro o risco de parecer blasé, de parecer que não tem importância pra mim, que não ligo muito pra esse momento… O fato é que não consegui escrever nada antes de começar a circulação nacional do “Quando o coração transborda”. Estou no Acre, mais especificamente em Rio Branco, onde me apresentei na sexta e no sábado (07 e 08/08). Fui recebida amorosamente pela Casa do Macaco Prego da Macaca, a casa do grupo de teatro do Écio, que é muito mais que um amigo do Esquadrão. Ele é um Esquadrão, assim como muitos que fazem parte da nossa história.

Esse projeto é um projeto do meu coração, que só está sendo possível por causa do patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – fundo que está sendo ameaçado cada vez mais de acabar, por conta de governos e desgovernos (incluindo o atual). E pode acreditar que o fato de ser um projeto do meu coração não quer dizer que só por isso eu ache que é importante. Não. A movimentação que está acontecendo por causa dele é legítima e contumaz.

O projeto se chama “E o coração transborda pelo Brasil” e leva a cinco cidades, das cinco regiões brasileiras, o espetáculo “Quando o coração transborda”, a oficina de teatro acrobático “Para aprender a voar” e uma parte da exposição “Viva o Esquadrão da Vida!”. A minha ideia era levar essas ‘ações’ a grupos de teatro que são parceiros  – parceiros de resistência, parceiros de sonho. Amigos, colegas, gente que persiste nessa realidade dura, que atua junto à comunidade em que vive. Estou fazendo isso em Rio Branco e acho que começamos com o pé direito. Que bonito foi ver que, mesmo com as dificuldades, a gente consegue se fortalecer quando olhamos um para o outro com respeito, quando aceitamos aqueles momentos que só a Arte pode proporcionar e nos unimos por algo maior e muito paradoxal: o intangível e abstrato acabam se firmando como algo possível e consistente. A utopia parece ser uma realidade. Sinto isso demais no Esquadrão e muito com o “Quando o coração”. Parece que a cada apresentação, me fragilizo e me fortaleço ao mesmo tempo. É muito doido. E vejo que as pessoas sentem isso. E pode ser uma pessoa só. Ou várias.

Que oportunidade linda é essa que estamos vivendo agora, essa de circular com o  “Quando o coração transborda”… Porque a gente (eu, você que me lê, o país, o mundo) está vivendo um momento tão duro, tão difícil, com tantas crises de tantos tipos, que ter essa oportunidade de se fortalecer em meio a tudo isso é uma benção. E ando agradecida demais por poder viver isso agora. Porque é uma oportunidade maravilhosa de  fortalecer minha fé e minha esperança, que andam tão combalidas (como acredito que a maioria das pessoas tem se sentido ultimamente).

O João Antonio, que dirige a peça junto comigo, sempre me diz pra eu acreditar no sucesso que ela é. No sentido de que muitas pessoas se sentem tocadas, muitas mesmo. Que me abraçam, após o espetáculo, com tanta emoção e com um sentimento de esperança e renovação, que isso me fortalece também, mostrando que é pra eu acreditar nesse mundo véio sem porteira. O João me diz que isso não é uma coisa comum, que ao invés de eu ficar caçando problemas, acreditando nas críticas (meio fuleiras) que a peça já recebeu, é pra eu acreditar no que eu vejo e sinto a cada espetáculo. Em Rio Branco eu estou tendo essa oportunidade. E tem sido duro e bonito ao mesmo tempo.

Dei uma oficina para poucas pessoas mas senti que elas saíram felizes e que vão disseminar por aí essa alegria e aprendizado. Isso me fez bem e faz bem para outros também.

E o fato de eu estar aqui, faz com que eu me junte a outros coletivos que vão além do que o projeto do FAC previu. O textão é pra falar que eu já me apresentei na Casa do Macaco Prego da Macaca mas que no domingo agora (dia 16/07), decidido assim, de última hora, me apresento na Casa de Cultura Vivarte, também aqui em Rio Branco. E na sexta, dia 21/07, estarei em Porto Velho, com os companheiros d´O Imaginário, que fazem um lindo festival de teatro de rua por lá, o Amazônia Encena na Rua.

Se você está em Rio Branco, tente ir, a entrada é franca. E se você está em Porto Velho, fique atento, porque dia 21 estaremos lá!

Um beijo grande  e cheio de esperança!

 

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